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Retatrutida vs Adipotide

Comparação lado a lado de mecanismo, benefícios, riscos, dose, frequência e validade. Ambos são peptídeos da categoria emagrecimento.

Conteúdo educacional · Não é recomendação médica

Triplo agonista GLP-1/GIP/Glucagon. Representa a próxima geração de incretínicos com três mecanismos de ação simultâneos para perda de peso máxima. Já Peptídeo de fusão (CKGGRAKDC-GG-D(KLAKLAK)₂) que se liga seletivamente à proteína prohibitina nos vasos sanguíneos do tecido adiposo branco, induzindo apoptose endotelial e necrose isquêmica local da gordura. Ensaio clínico Fase I (NCT01262664) foi iniciado mas encerrado em 2019 por nefrotoxicidade grave e universal em humanos.

Comparação lado a lado

CritérioEmagrecimentoRetatrutidaEmagrecimentoAdipotide
CategoriaEmagrecimentoEmagrecimento
MecanismoA Retatrutida é um agonista triplo dos receptores GLP-1 (glucagon-like peptide-1), GIP (glucose-dependent insulinotropic polypeptide) e glucagon (GCGR), atuando simultaneamente em três eixos metabólicos distintos.O Adipotide é um peptídeo de fusão bipartido (CKGGRAKDC-GG-D(KLAKLAK)₂) cujo domínio de endereçamento CKGGRAKDC reconhece com alta afinidade a proteína prohibitina (PHB1) superexpressa na superfície luminal do endotélio de vasos sanguíneos que irrigam o tecido adiposo branco (TAB), ligando-se seletivamente a esse receptor sem afetar o endotélio de outros tecidos em condições ideais.
Benefícios
  • Perda de peso corporal superior a 24% em estudos de fase 2 (TRI-HARMONY), superando semaglutida e tirzepatida em comparações indiretas
  • Redução significativa de gordura hepática intrahepática, com potencial benefício na NASH/MASLD pelo efeito glucagon-mediado na oxidação lipídica hepática
  • Melhora robusta do controle glicêmico com redução de HbA1c de até 2,2% em populações com DM2
  • Aumento do gasto energético basal estimado em 10-15% acima do esperado pela simples redução de peso, mediado pela ativação do receptor de glucagon
  • Redução de triglicerídeos circulantes e melhora do perfil lipídico geral por ação combinada GIP/glucagon no metabolismo de lipoproteínas
  • Redução documentada de ~11% do peso corporal em primatas não-humanos obesos após 28 dias de tratamento (0,5–1,0 mg/kg/dia SC)
  • Perda preferencial de gordura visceral e subcutânea sem catabolismo significativo de massa muscular magra
  • Mecanismo molecular altamente seletivo para endotélio adiposo via targeting de prohibitina, distinto de qualquer outra classe terapêutica disponível
  • Prova de conceito sólida para ablação vascular dirigida como estratégia antiobesidade em modelos de mamíferos superiores
  • Efeito observado mesmo sem restrição calórica associada nos modelos animais, sugerindo ação independente de comportamento alimentar
Riscos
  • Náusea e vômitos de intensidade moderada a severa durante a titulação, ocorrendo em até 60% dos usuários nas primeiras semanas — geralmente dose-dependentes e transitórios
  • Taquicardia sinusal leve a moderada (aumento médio de 4-8 bpm) mediada pela ativação do receptor de glucagon, exigindo monitoramento em pacientes com arritmias de base ou uso de estimulantes
  • Diarreia e desconforto gastrointestinal, particularmente nos escalonamentos de dose, podendo levar à descontinuação em ~8-10% dos participantes de estudos
  • Perfil de segurança a longo prazo ainda não estabelecido, uma vez que o composto está em fase clínica avançada (fase 3) sem aprovação regulatória consolidada até 2024
  • Risco teórico de pancreatite aguda, compartilhado com a classe dos agonistas GLP-1, exigindo atenção em pacientes com histórico de pancreatite ou hipertrigliceridemia severa
  • Nefrotoxicidade grave e universalmente observada em humanos no ensaio clínico Fase I (NCT01262664): a prohibitina é constitutivamente expressa nas células epiteliais dos glomérulos renais, tornando os rins alvo colateral inevitável e a janela terapêutica clinicamente inaceitável — ensaio encerrado em 2019
  • Elevação de creatinina sérica, proteinúria e sinais de lesão tubuloglomerular documentados nos participantes humanos, com gravidade superior ao observado em primatas (onde o dano era descrito como 'leve e reversível')
  • Risco de lesão renal aguda (LRA) potencialmente irreversível em uso humano não monitorado, exigindo monitoramento nefrológico intensivo (creatinina, ureia, TFG, urina tipo I) ao longo de qualquer protocolo de pesquisa
  • Sem aprovação regulatória por FDA, EMA, ANVISA ou qualquer agência de referência — uso restrito exclusivamente a contextos de pesquisa científica controlada
  • Custo proibitivo para uso prático: dose eficaz em humanos (~0,1–0,25 mg/kg/dia) para indivíduo de 80 kg equivale a 8–20 mg/dia, representando 1,6 a 4+ frascos de 5 mg por dia
Dose habitual2,5 mg—
FrequênciaSemanal—
ViaSubcutâneaSubcutânea
Validade reconstituído60 dias—

Qual escolher?

Retatrutida e Adipotide compartilham o objetivo de emagrecimento, mas diferem em mecanismo, perfil de dose e frequência. A escolha depende da resposta individual, da tolerância e do protocolo planejado. Use a tabela acima para pesar mecanismo, riscos e praticidade de administração. Para detalhes completos, consulte as páginas individuais de cada peptídeo.

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Vai reconstituir um deles? Calcule a dose na seringa.

Comparação com finalidade educacional, baseada em literatura e protocolos de pesquisa. Não substitui orientação médica nem constitui recomendação de uso. Peptídeos de pesquisa não têm aprovação para uso humano.