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  • Resumo rápido
  • Reconstituição e dose
  • Passos de reconstituição
  • Materiais necessários
  • Como funciona
  • Como é usado
  • Protocolo de dosagem
  • Benefícios e riscos
  • Linha do tempo
  • Técnica de aplicação
  • Armazenamento
  • Notas importantes
  • Combinações
  • Referências
Guia de Peptídeos/VIP
Neurovascular

VIP

Neuropeptídeo vasoativo com 28 aminoácidos, produzido no intestino e no cérebro. Anti-inflamatório potente, broncodilatador e modulador imune.

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Este guia compila literatura científica publicada, protocolos de pesquisa e experiências documentadas. Não substitui orientação médica profissional — use como ponto de partida para identificar fontes primárias. As referências estão na seção final de cada página.

Resumo rápido

Convenção: seringa de insulina U-100 — 1 mL = 100 UI

Frasco

10 mg

Via

Subcutânea

Concentração

5 mg/mL

Armazenamento

Refrigerar 2–8°C

Reconstituição e cálculo de dose

Os valores partem do que você informar — nada é prescrito

Diluente: Água Estéril para Injeção

VIP para uso intranasal: reconstituir com 2–4 mL de água estéril para injeção. NÃO usar BAC water intranasal — o álcool benzílico irrita a mucosa. Para uso intranasal: transferir para frasco spray nasal estéril; 50mcg ≈ 1 borrifo/narina. Para injeção: diluir a dose em 0,5–1 mL de salina antes de injetar (IM ou SC).

⚠ Intranasal (mais comum): 2–4 borrifos/dia. IM ou SC (uso experimental sistêmico): doses menores que a intranasal. IV não recomendado para autoaplicação.

Dados do frasco

Passos de reconstituição

  1. 1Higienize as mãos e a bancada; limpe a tampa do frasco com swab de álcool.
  2. 2Aspire 2 mL de água estéril para injeção com seringa estéril.
  3. 3Injete o diluente lentamente pela parede interna do frasco, sem mirar diretamente no pó.
  4. 4Gire o frasco suavemente até dissolver por completo — nunca agite ou chacoalhe.
  5. 5Rotule com a data de reconstituição e guarde refrigerado (2–8°C).

Materiais necessários

  • Frasco de VIP (10 mg)
  • Água Estéril para Injeção estéril
  • Seringa estéril (1–3 mL) para reconstituir
  • Seringa de insulina U-100 para medir a dose
  • Swabs de álcool 70%
  • Recipiente para descarte de perfurocortantes

Como funciona

O Peptídeo Intestinal Vasoativo (VIP) é um neuropeptídeo de 28 aminoácidos da família secretina/glucagon que atua primariamente através dos receptores acoplados à proteína Gs — VPAC1 (expresso ubiquamente em pulmão, intestino e linfócitos) e VPAC2 (predominante no SNC, músculo liso vascular e células T) — ativando adenilil ciclase e elevando AMPc intracelular, o que ativa PKA e EPAC com consequente inibição da fosforilação de NF-κB (redução de IL-6, TNF-α, IL-1β, IL-12) e upregulation de citocinas anti-inflamatórias (IL-10, TGF-β). No sistema vascular e respiratório, o aumento de AMPc promove relaxamento da musculatura lisa via inibição da cadeia leve de miosina (MLC kinase), resultando em vasodilação periférica e pulmonar, broncodilatação e redução da resistência vascular pulmonar. No sistema imune, VIP regula o equilíbrio Th1/Th2/Th17/Treg, suprime a ativação de mastócitos e macrófagos M1, e induz tolerância imunológica — mecanismo central em sua aplicação em condições autoimunes e pós-infecciosas como CIRS e COVID longa.

Como costuma ser usado

Dose habitual

50 mcg · 2–4x/dia

Timing

Intranasal

Combo ideal

BPC-157

›Uso experimental em síndrome pós-COVID, POTS, síndromes inflamatórias e CIRS.

Protocolo de dosagem

Iniciante → Intermediário → Avançado

NívelDoseFrequênciaVia
Iniciante50 mcg2x/dia · intranasalIntranasal
Intermediário50 mcg3x/dia · intranasalIntranasal ou SC
Avançado50 mcg4x/dia · intranasal ou SCIntranasal ou SC
Iniciante: 2x/dia · intranasal · IntranasalNão usar BAC water intranasal — álcool benzílico irrita a mucosa
Intermediário: 3x/dia · intranasal · Intranasal ou SCUso experimental em síndrome pós-COVID, POTS e CIRS
Avançado: 4x/dia · intranasal ou SC · Intranasal ou SCCombinar com BPC-157 para síndromes inflamatórias

Iniciante:Não usar BAC water intranasal — álcool benzílico irrita a mucosa

Intermediário:Uso experimental em síndrome pós-COVID, POTS e CIRS

Avançado:Combinar com BPC-157 para síndromes inflamatórias

Ciclo: Conforme protocolo clínico (geralmente 4–12 semanas)

›Vasoactive Intestinal Peptide — uso experimental em síndrome pós-COVID, POTS e CIRS. Reconstituir com água estéril (não BAC water) para uso intranasal. IV não recomendado para autoaplicação.

Benefícios e riscos

Benefícios relatados

  • Anti-inflamatório sistêmico potente — supressão de TNF-α, IL-6, IL-1β e IL-12 com elevação de IL-10 e TGF-β em modelos humanos e animais
  • Broncodilatação e redução da hiper-reatividade brônquica — eficácia comparável a broncodilatadores beta-2 em modelos de asma e DPOC
  • Modulação imune em condições autoimunes (artrite reumatoide, doença de Crohn, esclerose múltipla) via reequilíbrio Th17/Treg
  • Neuroproteção e suporte cognitivo — reduz neuroinflamação, protege neurônios dopaminérgicos e melhora função de memória em modelos de neurodegeneração
  • Melhora hemodinâmica em hipertensão arterial pulmonar — reduz resistência vascular pulmonar e melhora tolerância ao exercício
  • Regulação do eixo intestino-cérebro — melhora motilidade intestinal, reduz permeabilidade da barreira epitelial e síndrome do intestino irritável
  • Benefícios documentados em COVID longa e POTS — normalização de marcadores inflamatórios, melhora de disfunção autonômica e fadiga crônica
  • Efeito cardioprotetor — reduz isquemia miocárdica por coronarodilatação e supressão de inflamação pericárdica
  • Melhora da função circadiana e sono via modulação de núcleos hipotalâmicos (NSQ) e sincronização de ritmos biológicos

Riscos e efeitos colaterais

  • Hipotensão sistêmica dose-dependente — a vasodilação periférica pronunciada pode causar queda pressórica significativa em doses acima de 100 mcg/dia IV ou em indivíduos com pressão basal baixa
  • Taquicardia reflexa compensatória — o reflexo barorreceptor ativado pela hipotensão pode elevar frequência cardíaca, especialmente em cardiopatas
  • Rubor facial, cefaleia e sensação de calor transitória — efeitos vasodilatadores imediatos comuns nos primeiros minutos após administração intranasal ou IV
  • Meia-vida plasmática extremamente curta (~1–2 min IV
  • ~10–20 min intranasal) limita duração de ação e exige múltiplas administrações diárias ou formas de liberação prolongada
  • Dados clínicos humanos ainda escassos e majoritariamente provenientes de estudos fase I/II ou uso compassivo — ausência de estudos randomizados de longo prazo em populações amplas
  • Custo elevado e instabilidade do composto — VIP é sensível a temperatura, oxidação e degradação por dipeptidil peptidase (DPP-IV), exigindo armazenamento rigoroso a -20°C e uso imediato após reconstituição
  • Potencial de dessensibilização de receptores VPAC1/VPAC2 com uso contínuo de alta frequência — recomendado ciclagem e monitoramento de resposta clínica

Linha do tempo esperada

Dias 1–3: Broncodilatação e vasodilatação imediata 15–30 min pós-inalação; adaptação a efeitos vasomotores (rubor, tontura leve) → Semana 1–2: Redução de marcadores inflamatórios agudos, melhora de dispneia e dor articular, início de normalização autonômica em POTS → Semanas 2–4: Queda mensurável de IL-6, TNF-α e PCR-us; melhora cognitiva e de tolerância ao exercício; melhor qualidade de sono → Semanas 4–8: Remodelamento imunológico sustentado (reequilíbrio Th17/Treg), ganho funcional consolidado em HAP e COVID longa, redução de crises respiratórias → Semanas 8–12: Plateau de benefícios anti-inflamatórios e autonômicos; reavaliação clínica para manutenção ou desmame → Pós-ciclo (off): Retorno gradual ao basal inflamatório em 1–3 semanas; benefícios imunológicos estruturais podem persistir por meses

Técnica de aplicação

Aplicação subcutânea: pince a pele do abdômen ou coxa, insira a agulha em ângulo de 45–90°, aspire/injete devagar e faça rodízio dos locais a cada aplicação.

Armazenamento

  • Após reconstituir: refrigere a 2–8°C, protegido da luz.
  • Respeite a validade do composto após a reconstituição.
  • Frasco lacrado (liofilizado): mantenha congelado/refrigerado conforme indicado.
  • Descarte se a solução estiver turva, com partículas ou alterar de cor.

Notas importantes

Reconstituição: dissolver 10 mg de VIP liofilizado em 2 mL de solução salina 0,9% bacteriostática → concentração de 5000 mcg/mL; para dose intranasal de 50 mcg, retirar 0,01 mL com seringa de insulina e diluir para volume aplicável em spray nasal (0,1 mL por narina = 25 mcg/narina). Armazenar reconstituído a 4°C por no máximo 7 dias ou fracionar em alíquotas e manter a -20°C. Administração intranasal deve ser feita com cabeça inclinada a 45° e leve inalação nasal suave para maximizar absorção pela mucosa olfatória e respiratória — evitar deglutição. Iniciar com 25–50 mcg/dia para avaliar tolerância cardiovascular antes de escalonar para 100–200 mcg/dia; monitorar pressão arterial nas primeiras administrações. VIP é rapidamente degradado por DPP-IV — potencial sinergia com inibidores de DPP-IV (ex: sitagliptina) para prolongar meia-vida, mas uso combinado requer supervisão médica.

Combinações

Combinações populares

  • BPC-157 (sinergia anti-inflamatória e de reparo tecidual — BPC-157 potencializa regeneração de mucosa intestinal e vascular enquanto VIP modula a resposta imune local
  • combinação potente em síndrome do intestino permeável e inflamação sistêmica)
  • Semax ou Selank (neuropeptídeos com ação complementar no eixo BDNF e modulação de ansiedade/inflamação neural — combinação sinérgica para neuroinflamação, COVID longa e fadiga cognitiva)
  • Thymosin Alpha-1 / TA-1 (modulação imune complementar — TA-1 ativa células T citotóxicas e NK enquanto VIP regula o excesso de resposta inflamatória Th17
  • ideal para reequilíbrio imune em condições autoimunes e pós-infecciosas)
  • KPV ou Larazotide (peptídeos de barreira intestinal — combinação com VIP reduz permeabilidade intestinal, inflamação local e ativação imune sistêmica secundária à disbiose)
  • Low Dose Naltrexone — LDN (modulador imune endógeno que, combinado ao VIP, amplifica a supressão de neuroinflamação e melhora o equilíbrio Th1/Th2/Treg em condições como fibromialgia, CIRS e EM/SFC)

Suplementos complementares

  • Curcumina fitossômica 500–1000 mg/dia, Quercetina 500–1000 mg/dia, Ômega-3 (EPA+DHA) 2–4 g/dia, Magnésio glicato ou taurato 300–400 mg/dia, Vitamina D3 + K2 (5000 UI D3 + 100 mcg K2/dia), N-Acetil-Cisteína (NAC) 600–1200 mg/dia

Referências

  1. 1Said SI. Vasoactive intestinal peptide. J Endocrinol Invest. 1986. DOI ↗
  2. 2Hou X, et al. Therapeutic potential of vasoactive intestinal peptide and its receptor VPAC2 in type 2 diabetes. Front Endocrinol (Lausanne). 2022. DOI ↗
  3. 3Forssmann WG, et al. Vasoactive intestinal peptide in the heart. Ann N Y Acad Sci. 1988. DOI ↗
  4. 4Iwasaki M, et al. Recent advances in vasoactive intestinal peptide physiology and pathophysiology: focus on the gastrointestinal system. F1000Res. 2019. DOI ↗
  5. 5Smitherman TC, et al. Vasoactive intestinal peptide as a coronary vasodilator. Ann N Y Acad Sci. 1988. DOI ↗
  6. Buscar mais artigos no PubMed ↗

Artigos obtidos do PubMed (NCBI). Os links levam ao DOI ou à ficha no PubMed.

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