AHK-Cu
Tripeptídeo N-terminal da albumina sérica humana (Ala-His-Lys) que forma complexo de alta afinidade com Cu²⁺ via motivo ATCUN. Potente atividade SOD-mimética e regeneração cutânea com perfil antioxidante distinto do GHK-Cu.
Este guia compila literatura científica publicada, protocolos de pesquisa e experiências documentadas. Não substitui orientação médica profissional — use como ponto de partida para identificar fontes primárias. As referências estão na seção final de cada página.
Resumo rápido
Convenção: seringa de insulina U-100 — 1 mL = 100 UI
Frasco
50 mg
Dose comum
2 mg
Frequência
Diário
Via
Subcutânea
Concentração
10 mg/mL
Validade reconst.
60 dias
Armazenamento
Refrigerar 2–8°C
Reconstituição e cálculo de dose
Os valores partem do que você informar — nada é prescrito
Dados do frasco
Passos de reconstituição
- 1Higienize as mãos e a bancada; limpe a tampa do frasco com swab de álcool.
- 2Aspire 5 mL de água bacteriostática com seringa estéril.
- 3Injete o diluente lentamente pela parede interna do frasco, sem mirar diretamente no pó.
- 4Gire o frasco suavemente até dissolver por completo — nunca agite ou chacoalhe.
- 5Rotule com a data de reconstituição e guarde refrigerado (2–8°C).
Materiais necessários
- Frasco de AHK-Cu (50 mg)
- água bacteriostática estéril
- Seringa estéril (1–3 mL) para reconstituir
- Seringa de insulina U-100 para medir a dose
- Swabs de álcool 70%
- Recipiente para descarte de perfurocortantes
Como funciona
O AHK-Cu (alanil-L-histidil-L-lisina cúprico) é o tripeptídeo N-terminal da albumina sérica humana e forma um complexo de alta afinidade com o íon cobre Cu²⁺ através do motivo ATCUN (Amino Terminal Copper and Nickel-binding), onde o Cu²⁺ é coordenado pelo nitrogênio α-amino da alanina, pelo nitrogênio imidazólico do histidil e por dois nitrogênios peptídicos, resultando em geometria de coordenação quadrada planar de elevada estabilidade (log K ~16). O complexo AHK-Cu²⁺ exerce atividade SOD-mimética pronunciada ao catalisar a dismutação do radical superóxido (O₂•⁻) em H₂O₂ e O₂ via ciclos redox Cu²⁺/Cu⁺, conferindo proteção antioxidante intensa e distinta da indução enzimática promovida pelo GHK-Cu. Adicionalmente, o AHK-Cu estimula fibroblastos dérmicos a produzirem colágeno tipo I e III, elastina e fibronectina — com menor amplitude de modulação gênica que o GHK-Cu — e suprime a expressão de TNF-α, IL-1β e IL-6 via inibição do eixo NF-κB, contribuindo para resolução da inflamação local. A atividade angiogênica foi documentada em modelos in vitro, com upregulation de VEGF e proliferação de células endoteliais; em modelos ex vivo de pele, o AHK-Cu acelerou a reepitelização e a contração de feridas de espessura parcial.
Como costuma ser usado
Protocolo de reparo e anti-aging: 1–3 mg SC diariamente ou em dias alternados, ciclos de 6–8 semanas com 4 semanas de pausa. Frequentemente combinado com GHK-Cu em proporção 1:2 (AHK-Cu:GHK-Cu) para cobertura complementar de vias antioxidante e regenerativa. Para protocolos tópicos, uso em sérum a 1–2% como adjuvante ao protocolo injetável. Monitorar cobre sérico e ceruloplasmina antes e após cada ciclo.
Benefícios e riscos
Benefícios relatados
- Atividade SOD-mimética direta via ciclo redox Cu²⁺/Cu⁺ — redução intensa do estresse oxidativo local e sistêmico sem depender de indução enzimática
- Aceleração da cicatrização cutânea com síntese de colágeno tipo I, III e elastina por fibroblastos dérmicos e remodelamento da matriz extracelular
- Ação anti-inflamatória robusta pela supressão de TNF-α, IL-1β e IL-6 via inibição de NF-κB, útil em condições inflamatórias crônicas de pele
- Promoção de angiogênese controlada com upregulation de VEGF e proliferação de células endoteliais, melhorando microcirculação local
- Sinergia complementar com GHK-Cu em protocolos combinados — AHK-Cu cobre predominantemente a fase antioxidante/anti-inflamatória enquanto GHK-Cu dirige o remodelamento gênico amplo
- Melhora da textura, firmeza e luminosidade cutânea com perfil de tolerância similar ao GHK-Cu
- Potencial quelante de Cu²⁺ livre tecidual, reduzindo toxicidade oxidativa associada ao excesso de cobre não ligado
Riscos e efeitos colaterais
- Geralmente bem tolerado em doses fisiológicas (1–3 mg/dia SC)
- eritema, prurido ou equimose transitória no sítio de injeção são os efeitos mais comuns
- Náuseas e cefaleia podem ocorrer em doses >5 mg/dia, associadas à mobilização de cobre sistêmico
- Uso prolongado sem monitoramento pode levar ao acúmulo de cobre — monitorar cobre sérico e ceruloplasmina a cada 6–8 semanas em uso contínuo
- Motivo ATCUN compete com albumina endógena e outras proteínas ligadoras de cobre — evitar uso simultâneo com outros peptídeos ATCUN em doses elevadas
- Contraindicado em portadores de doença de Wilson ou disfunções no metabolismo do cobre sem supervisão médica rigorosa
- Interação com zinco em altas doses (competição Cu:Zn) — manter proporção Zn:Cu ~8:1
- Dados de segurança em gestantes e lactantes insuficientes — contraindicado por precaução
Linha do tempo esperada
Dias 1–7: adaptação, possível eritema leve no sítio de injeção; início da atividade SOD-mimética sem efeito clínico perceptível → Sem 2–3: melhora na hidratação e luminosidade cutânea; redução de vermelhidão difusa e marcadores de estresse oxidativo local → Sem 3–6: melhora visível em textura e firmeza; cicatrizes recentes respondem com remodelamento mais rápido; redução perceptível de inflamação crônica leve → Mês 2: consolidação do remodelamento dérmico; efeito antioxidante sistêmico documentável por marcadores laboratoriais (8-OHdG, MDA) → Pós-ciclo: efeitos estruturais (colágeno, elastina) persistem semanas após cessação; sem efeito rebote documentado; manutenção com 2–3 aplicações semanais é prática comum
Técnica de aplicação
Aplicação subcutânea: pince a pele do abdômen ou coxa, insira a agulha em ângulo de 45–90°, aspire/injete devagar e faça rodízio dos locais a cada aplicação.
Armazenamento
- Após reconstituir: refrigere a 2–8°C, protegido da luz.
- Use em até 60 dias após a reconstituição.
- Frasco lacrado (liofilizado): válido por cerca de 730 dias quando bem armazenado.
- Descarte se a solução estiver turva, com partículas ou alterar de cor.
Notas importantes
Combinações
Combinações populares
- GHK-Cu (sinergia direta e complementar — AHK-Cu cobre predominantemente a fase SOD-mimética/anti-inflamatória enquanto GHK-Cu dirige modulação gênica ampla e remodelamento dérmico
- protocolo clássico 1:2 AHK:GHK em mesma seringa)
- BPC-157 (reparo tecidual potencializado — BPC-157 acelera revascularização e reparo de tendões/fascia, AHK-Cu reduz estresse oxidativo local e inflamação pós-reparo)
- Epitalon (anti-aging complementar — Epitalon regula eixo pineal/telomerase, AHK-Cu atua na proteção antioxidante periférica e remodelamento cutâneo)
- TB-500/Thymosin Beta-4 (fase aguda de reparo — TB-500 mobiliza células-tronco e reduz inflamação aguda, AHK-Cu consolida remodelação com proteção oxidativa na fase tardia)
- Ipamorelin + CJC-1295 (sinergia anti-aging — pulso de GH potencializa síntese de colágeno mediada pelo AHK-Cu com melhora complementar na composição corporal)
Suplementos complementares
- Vitamina C (cofator essencial para hidroxilação do colágeno — potencializa diretamente a síntese de colágeno estimulada pelo AHK-Cu), Zinco quelato (suporte ao metabolismo do cobre — usar proporção Zn:Cu ~8:1 para evitar desequilíbrio), Glutationa lipossomal (reforço antioxidante complementar à atividade SOD-mimética do AHK-Cu), Coenzima Q10 (suporte mitocondrial antioxidante em via paralela), Selênio (cofator da glutationa peroxidase — amplifica a rede antioxidante sinergicamente com a atividade SOD do AHK-Cu), Ácido hialurônico oral (hidratação da matriz extracelular — complementa o remodelamento estrutural induzido pelo AHK-Cu)
Relacionados
Referências
Consulte a literatura científica sobre AHK-Cu no PubMed ↗.
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