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  • Resumo rápido
  • Reconstituição e dose
  • Tabela de concentração
  • Passos de reconstituição
  • Materiais necessários
  • Como funciona
  • Como é usado
  • Dosagem por objetivo
  • Ciclo recomendado
  • Benefícios e riscos
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  • Técnica de aplicação
  • Armazenamento
  • Notas importantes
  • Combinações
  • Relacionados
  • Perguntas frequentes
  • Referências
Guia de Peptídeos/B7-33
Recuperação

B7-33

Análogo de cadeia única (apenas cadeia-B) da relaxina-2 humana e primeiro agonista funcionalmente seletivo ('biased') do receptor RXFP1; pesquisado como antifibrótico (coração, pulmão, rim, fígado). Desenvolvido pelos grupos Hossain/Bathgate/Samuel (Florey Institute / Monash).

📚

Este guia compila literatura científica publicada, protocolos de pesquisa e experiências documentadas. Não substitui orientação médica profissional — use como ponto de partida para identificar fontes primárias. As referências estão na seção final de cada página.

Resumo rápido

Convenção: seringa de insulina U-100 — 1 mL = 100 UI

Frasco

5 mg

Dose comum

500 mcg

Frequência

Diário

Via

Subcutânea

Concentração

2,5 mg/mL

Validade reconst.

28 dias

Armazenamento

Refrigerar 2–8°C

Reconstituição e cálculo de dose

Os valores partem do que você informar — nada é prescrito

Adicione 2 mL de água bacteriostática ao frasco de 5 mg → concentração de 2,5 mg/mL. Misture girando o frasco suavemente, sem agitar.

Dados do frasco

Tabela de concentração

Quanto de composto por volume de diluente

Água BACConcentraçãoPor 10 U (0,1 mL)Por 50 U (0,5 mL)
1 mL5 mg/mL500 mcg2,5 mg
2 mL2,5 mg/mL250 mcg1,25 mg
3 mL1,67 mg/mL167 mcg833 mcg

Frasco de 5 mg · seringa de insulina U-100 (1 mL = 100 unidades). Valores calculados a partir do volume de diluente — não são prescrição.

Passos de reconstituição

  1. 1Higienize as mãos e a bancada; limpe a tampa do frasco com swab de álcool.
  2. 2Aspire 2 mL de água bacteriostática com seringa estéril.
  3. 3Injete o diluente lentamente pela parede interna do frasco, sem mirar diretamente no pó.
  4. 4Gire o frasco suavemente até dissolver por completo — nunca agite ou chacoalhe.
  5. 5Rotule com a data de reconstituição e guarde refrigerado (2–8°C).

Materiais necessários

  • Frasco de B7-33 (5 mg)
  • água bacteriostática estéril
  • Seringa estéril (1–3 mL) para reconstituir
  • Seringa de insulina U-100 para medir a dose
  • Swabs de álcool 70%
  • Recipiente para descarte de perfurocortantes

Como funciona

O B7-33 é um peptídeo de cadeia única de 25 resíduos engenheirado a partir da cadeia-B da relaxina-2 (H2), dispensando a estrutura nativa de duas cadeias e três dissulfetos. É o primeiro agonista funcionalmente seletivo (biased) do RXFP1 — um GPCR — ativando preferencialmente a via pERK1/2 em detrimento do cAMP. Em células que expressam RXFP1 nativamente (ex.: fibroblastos), sinaliza via heterodímeros RXFP1–AT2R (receptor de angiotensina tipo 2), conduzindo a pERK1/2 seletivo e upregulation da MMP-2 (metaloproteinase que degrada colágeno) → efeito antifibrótico. Por evitar largamente a forte sinalização via cAMP — associada às ações pró-tumorais da relaxina —, o B7-33 não promoveu crescimento de tumor de próstata em modelo pré-clínico, ao contrário da H2 relaxina. O viés de sinalização reduz, mas não elimina, preocupações oncológicas teóricas de longo prazo.

Como costuma ser usado

Via subcutânea (também IP em estudos animais). Dosagem de pesquisa derivada de roedores e NÃO traduzível diretamente: na literatura, ~0,25 mg/kg/dia SC (modelo de cardiomiopatia) e bolus em µg/kg. Em convenção comunitária humana (não validada), doses na faixa de centenas de mcg/dia SC, frequentemente fracionadas, dada a meia-vida nativa muito curta (~6 min). Sem dose aprovada, sem ciclo padronizado e sem PK humana. O contexto de pesquisa foca reversão/atenuação de fibrose tecidual; qualquer uso deve considerar o efeito vasodilatador da classe relaxina (potencial hipotensão).

Dosagem por objetivo

Faixas estudadas conforme o objetivo — não são prescrição

Objetivo terapêuticoDoseFrequência
Suporte antifibrótico (fibrose cardíaca, pulmonar, renal ou hepática) — pesquisa1x/dia via SC, frequentemente fracionado devido à meia-vida nativa muito curta (~6 min)Centenas de mcg/dia (faixa de pesquisa, ex.: ~500 mcg)1x/dia via SC, frequentemente fracionado devido à meia-vida nativa muito curta (~6 min)
Vasoproteção / função endotelial (pesquisa pré-clínica)Via SC; monitorar pressão arterial pelo efeito vasodilatador da classe relaxinaFaixa de mcg/diaVia SC; monitorar pressão arterial pelo efeito vasodilatador da classe relaxina

Ciclo recomendado

Duração do ciclo

Sem ciclo padronizado (composto de pesquisa); uso contínuo dependente de formulação de meia-vida estendida

›Análogo de cadeia única da relaxina-2 e primeiro agonista 'biased' do RXFP1 (pERK1/2 > cAMP), com efeito antifibrótico via upregulation de MMP-2. Por evitar a sinalização cAMP, não promoveu tumor de próstata em modelo pré-clínico.

EVIDÊNCIA EXCLUSIVAMENTE PRÉ-CLÍNICA (roedores) — sem dados humanos. Doses animais em mg/kg (ex.: ~0,25 mg/kg/dia SC) NÃO são traduzíveis para humanos. Meia-vida nativa ~6 min limita o uso prático. A relaxina recombinante (serelaxina) falhou na insuficiência cardíaca aguda (RELAX-AHF-2).

Benefícios e riscos

Benefícios relatados

  • Efeito antifibrótico demonstrado em modelos pré-clínicos de fibrose cardíaca e pulmonar (reversão de fibrose estabelecida) — via upregulation de MMP-2
  • Cardioproteção e redução de fibrose ventricular esquerda comparável a perindopril em modelo murino de cardiomiopatia por isoprenalina
  • Vasoproteção/vasodilatação endotelial replicando efeitos da serelaxina (modelos de artéria mesentérica e pré-eclâmpsia em ratos)
  • Redução de hipertrofia de cardiomiócitos e de inflamação ventricular em modelos animais
  • Agonista RXFP1 'biased' (pERK > cAMP) que, ao evitar a sinalização cAMP, não promoveu crescimento tumoral de próstata — vantagem teórica de segurança sobre a relaxina de duas cadeias
  • Alternativa mais simples e barata de produzir que a relaxina recombinante de duas cadeias
  • Potencial aplicação ampla em fibrose renal e hepática (extrapolação mecanística do alvo antifibrótico)

Riscos e efeitos colaterais

  • EVIDÊNCIA EXCLUSIVAMENTE PRÉ-CLÍNICA (roedores) — não há ensaio clínico humano, sem PK, segurança ou eficácia humanas e sem dose aprovada
  • Meia-vida nativa muito curta (~6 min) limita o uso prático sem formulação (lipidação/nanopartículas em desenvolvimento)
  • Efeitos vasodilatadores da classe relaxina podem causar hipotensão — relevante em hipotensos ou em uso de anti-hipertensivos
  • A falha clínica da serelaxina (relaxina recombinante) na insuficiência cardíaca aguda (RELAX-AHF-2) tempera expectativas sobre o alvo RXFP1
  • O viés de sinalização reduz mas não elimina preocupações oncológicas teóricas de longo prazo em humanos (perfil desconhecido)
  • Produto de pesquisa sem garantia de pureza/identidade no mercado cinza — exigir CoA com HPLC ≥98%
  • Risco de contaminação por endotoxinas em reconstituição doméstica não estéril

Contraindicações

Quem NÃO deve usar

  • Hipotensão ou uso de anti-hipertensivos sem monitoramento hemodinâmico (efeito vasodilatador da classe relaxina)
  • Neoplasia em atividade (perfil oncológico humano desconhecido, apesar do viés de sinalização favorável)
  • Gestação e amamentação (ausência de dados de segurança)
  • Insuficiência cardíaca descompensada sem supervisão especializada
  • Hipersensibilidade conhecida a peptídeos ou a componentes da formulação

Linha do tempo esperada

Dia 1: início; verificação de tolerância local SC e de resposta pressórica (efeito vasodilatador da classe) → Sem 1–2: em modelos animais, início da sinalização pERK1/2 e da modulação de MMP-2 nos tecidos-alvo — sem desfecho clínico humano definido → Sem 2–4: janela em que estudos pré-clínicos observam atenuação de marcadores de fibrose e melhora hemodinâmica → Sem 4–8: em modelos de cardiomiopatia, redução de fibrose ventricular e de hipertrofia; em humanos, apenas extrapolado → Manutenção: dependente de formulação de meia-vida estendida; benefício e segurança de longo prazo não estabelecidos em humanos

Técnica de aplicação

Aplicação subcutânea: pince a pele do abdômen ou coxa, insira a agulha em ângulo de 45–90°, aspire/injete devagar e faça rodízio dos locais a cada aplicação.

Armazenamento

  • Após reconstituir: refrigere a 2–8°C, protegido da luz.
  • Use em até 28 dias após a reconstituição.
  • Frasco lacrado (liofilizado): válido por cerca de 730 dias quando bem armazenado.
  • Descarte se a solução estiver turva, com partículas ou alterar de cor.

Notas importantes

Peptídeo de cadeia única de 25 resíduos derivado da cadeia-B da relaxina-2 humana (H2) — daí 'B7-33' (resíduos 7–33 da cadeia B), substituindo a estrutura nativa de duas cadeias/três pontes dissulfeto. ATENÇÃO À MEIA-VIDA: a forma nativa tem meia-vida sérica de apenas ~6 minutos (estendível a ~60 min por lipidação) — o que limita a praticidade e justifica, em protocolos de pesquisa, fracionamento da dose ao longo do dia. Reconstituir o frasco de ~5 mg em 2 mL de água bacteriostática (2,5 mg/mL); para 500 mcg, aspirar 0,2 mL (20 unidades em seringa U-100). Doses em estudos pré-clínicos são em mg/kg de roedor (ex.: ~0,25 mg/kg/dia SC) e NÃO são diretamente traduzíveis para humanos. Armazenar liofilizado congelado; reconstituído a 2–8°C por janela curta. EVIDÊNCIA EXCLUSIVAMENTE PRÉ-CLÍNICA (roedores) — sem dados humanos; a relaxina recombinante de referência (serelaxina) falhou nos desfechos primários na insuficiência cardíaca aguda (RELAX-AHF-2).

Combinações

Combinações populares

  • Inibidores da ECA / BRA (eixo RAAS) (racional mecanístico — o B7-33 engaja o eixo AT2R
  • combinação plausível em remodelamento antifibrótico, NÃO validada)
  • Antifibróticos convencionais (pirfenidona/nintedanibe — conceito) (vias antifibróticas complementares na fibrose pulmonar — racional mecanístico, não validado)
  • BPC-157 / TB-500 (reparo tecidual e angiogênese — uso complementar anedótico, sem dados específicos com B7-33)
  • GHK-Cu (remodelamento de matriz extracelular — racional complementar, sem dados)

Suplementos complementares

  • Ômega-3 EPA/DHA (2–4 g/dia, anti-inflamatório e antifibrótico com alguma base de evidência), Vitamina D3 (modulação antifibrótica/anti-inflamatória), CoQ10 / Ubiquinol (suporte mitocondrial cardíaco), Curcumina (com piperina) (antioxidante/anti-inflamatório com sinal antifibrótico pré-clínico), Taurina (cardioproteção e suporte eletrolítico), Magnésio Glicinato (suporte vascular e à função miocárdica)

Relacionados

AHK-Cu→ARA-290→BPC-157→BPC-157 + TB500 Combo→

Perguntas frequentes

O que é B7-33 e para que é estudado?

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Análogo de cadeia única (apenas cadeia-B) da relaxina-2 humana e primeiro agonista funcionalmente seletivo ('biased') do receptor RXFP1; pesquisado como antifibrótico (coração, pulmão, rim, fígado). Desenvolvido pelos grupos Hossain/Bathgate/Samuel (Florey Institute / Monash). O B7-33 é um peptídeo de cadeia única de 25 resíduos engenheirado a partir da cadeia-B da relaxina-2 (H2), dispensando a estrutura nativa de duas cadeias e três dissulfetos. É o primeiro agonista funcionalmente seletivo (biased) do RXFP1 — um GPCR — ativando preferencialmente a via pERK1/2 em detrimento do cAMP. Em células que expressam RXFP1 nativamente (ex.: fibroblastos), sinaliza via heterodímeros RXFP1–AT2R (receptor de angiotensina tipo 2), conduzindo a pERK1/2 seletivo e upregulation da MMP-2 (metaloproteinase que degrada colágeno) → efeito antifibrótico. Por evitar largamente a forte sinalização via cAMP — associada às ações pró-tumorais da relaxina —, o B7-33 não promoveu crescimento de tumor de próstata em modelo pré-clínico, ao contrário da H2 relaxina. O viés de sinalização reduz, mas não elimina, preocupações oncológicas teóricas de longo prazo. Conteúdo educacional — não substitui orientação médica.

Como reconstituir B7-33?

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A reconstituição usa água bacteriostática (cerca de 2 mL): injete o diluente lentamente pela parede do frasco e gire suavemente até dissolver — nunca agite. Use sempre material estéril. Veja o passo a passo completo nesta página.

Como armazenar B7-33?

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Refrigerar 2–8°C. Após reconstituído, a literatura sugere uso em até 28 dias. Rotule o frasco com a data de reconstituição e proteja da luz.

Qual a dose de B7-33 estudada em pesquisa?

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Em protocolos de pesquisa documentados, B7-33 aparece em torno de 500 mcg, diário, via subcutânea. Valores são apenas informativos e variam por estudo — não constituem recomendação de uso.

Referências

Consulte a literatura científica sobre B7-33 no PubMed ↗.

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Comparações relacionadas

  • BPC-157 vs B7-33
  • TB500 (Thymosin B4) vs B7-33
  • GHK-Cu vs B7-33

Veja também

  • Calculadora de reconstituição
  • Glossário de termos
  • Catálogo de peptídeos

Conteúdo exclusivamente educacional e informativo. Não substitui orientação médica, não constitui prescrição nem recomendação de uso. Todos os cálculos partem de valores informados por você. Consulte um profissional de saúde antes de iniciar qualquer protocolo.