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BPC-157 vs B7-33

Comparação lado a lado de mecanismo, benefícios, riscos, dose, frequência e validade. Ambos são peptídeos da categoria recuperação.

Conteúdo educacional · Não é recomendação médica

Pentadecapeptídeo derivado de uma proteína de proteção gástrica humana. Um dos peptídeos mais estudados para reparo tecidual, intestino e tendões. Já Análogo de cadeia única (apenas cadeia-B) da relaxina-2 humana e primeiro agonista funcionalmente seletivo ('biased') do receptor RXFP1; pesquisado como antifibrótico (coração, pulmão, rim, fígado). Desenvolvido pelos grupos Hossain/Bathgate/Samuel (Florey Institute / Monash).

Comparação lado a lado

CritérioRecuperaçãoBPC-157RecuperaçãoB7-33
CategoriaRecuperaçãoRecuperação
MecanismoO BPC-157 (Body Protection Compound-157) é um pentadecapeptídeo (sequência: Gly-Glu-Pro-Pro-Pro-Gly-Lys-Pro-Ala-Asp-Asp-Ala-Gly-Leu-Val) derivado da proteína de proteção gástrica humana, que exerce seus efeitos pleitrópicos através de múltiplas vias moleculares: ativa o sistema óxido nítrico (NO) via upregulation da eNOS e nNOS, promovendo vasodilatação, angiogênese e cicatrização tecidual; modula as vias FAK-paxilina e VEGFR2, estimulando a migração de fibroblastos, a síntese de colágeno tipo I e a neovascularização em tecidos lesionados.O B7-33 é um peptídeo de cadeia única de 25 resíduos engenheirado a partir da cadeia-B da relaxina-2 (H2), dispensando a estrutura nativa de duas cadeias e três dissulfetos.
Benefícios
  • Aceleração significativa do reparo de tendões, ligamentos e músculos lesionados via ativação de fibroblastos, síntese de colágeno e neovascularização local
  • Cicatrização e regeneração da mucosa gastrointestinal — eficaz em úlceras gástricas, síndrome do intestino irritável, doença inflamatória intestinal e permeabilidade intestinal aumentada (leaky gut)
  • Neuroproteção e regeneração do sistema nervoso central e periférico, incluindo proteção de neurônios dopaminérgicos e potencial em lesões medulares
  • Efeito anti-inflamatório sistêmico por inibição da via NF-κB e modulação de citocinas pró-inflamatórias (IL-6, TNF-α)
  • Proteção hepática contra danos induzidos por álcool, fármacos (ex: AINEs) e toxinas, com evidências de regeneração hepatocelular
  • Efeito antifibrótico demonstrado em modelos pré-clínicos de fibrose cardíaca e pulmonar (reversão de fibrose estabelecida) — via upregulation de MMP-2
  • Cardioproteção e redução de fibrose ventricular esquerda comparável a perindopril em modelo murino de cardiomiopatia por isoprenalina
  • Vasoproteção/vasodilatação endotelial replicando efeitos da serelaxina (modelos de artéria mesentérica e pré-eclâmpsia em ratos)
  • Redução de hipertrofia de cardiomiócitos e de inflamação ventricular em modelos animais
  • Agonista RXFP1 'biased' (pERK > cAMP) que, ao evitar a sinalização cAMP, não promoveu crescimento tumoral de próstata — vantagem teórica de segurança sobre a relaxina de duas cadeias
Riscos
  • Estimulação de angiogênese — embora benéfica no tecido saudável, existe preocupação teórica de que a neovascularização possa favorecer progressão tumoral em indivíduos com neoplasias pré-existentes (contraindicado em contexto oncológico ativo)
  • Dados clínicos em humanos ainda limitados — a maioria das evidências é proveniente de modelos animais (ratos), com poucos ensaios clínicos randomizados publicados até o momento
  • Possível modulação excessiva do sistema dopaminérgico em indivíduos predispostos, com relatos anedóticos de alterações de humor, letargia ou vivacidade excessiva nas primeiras semanas
  • Reações locais no ponto de injeção — dor transitória, eritema e formação de nódulos subcutâneos, especialmente com aplicações diárias no mesmo sítio
  • Interação teórica com anticoagulantes e anti-inflamatórios — a modulação de NO e prostaglandinas pode potencializar ou antagonizar esses fármacos
  • EVIDÊNCIA EXCLUSIVAMENTE PRÉ-CLÍNICA (roedores) — não há ensaio clínico humano, sem PK, segurança ou eficácia humanas e sem dose aprovada
  • Meia-vida nativa muito curta (~6 min) limita o uso prático sem formulação (lipidação/nanopartículas em desenvolvimento)
  • Efeitos vasodilatadores da classe relaxina podem causar hipotensão — relevante em hipotensos ou em uso de anti-hipertensivos
  • A falha clínica da serelaxina (relaxina recombinante) na insuficiência cardíaca aguda (RELAX-AHF-2) tempera expectativas sobre o alvo RXFP1
  • O viés de sinalização reduz mas não elimina preocupações oncológicas teóricas de longo prazo em humanos (perfil desconhecido)
Dose habitual500 mcg500 mcg
FrequênciaDiárioDiário
ViaSubcutâneaSubcutânea
Validade reconstituído60 dias28 dias

Qual escolher?

BPC-157 e B7-33 compartilham o objetivo de recuperação, mas diferem em mecanismo, perfil de dose e frequência. A escolha depende da resposta individual, da tolerância e do protocolo planejado. Use a tabela acima para pesar mecanismo, riscos e praticidade de administração. Para detalhes completos, consulte as páginas individuais de cada peptídeo.

Guia completoBPC-157 →Guia completoB7-33 →

Vai reconstituir um deles? Calcule a dose na seringa.

Comparação com finalidade educacional, baseada em literatura e protocolos de pesquisa. Não substitui orientação médica nem constitui recomendação de uso. Peptídeos de pesquisa não têm aprovação para uso humano.