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Cerebrolysin vs Adamax

Comparação lado a lado de mecanismo, benefícios, riscos, dose, frequência e validade. Ambos são peptídeos da categoria cognitivo.

Conteúdo educacional · Não é recomendação médica

Complexo de neuropeptídeos e aminoácidos derivados de cérebro suíno com atividade neurotrófica e neuroprotetora documentada em ensaios clínicos de AVC isquêmico e demência. Já Análogo de Semax com modificação adamantano que confere maior estabilidade enzimática e lipofilia, potencializando a penetração na barreira hematoencefálica e a indução de BDNF com ação nootrópica.

Comparação lado a lado

CritérioCognitivoCerebrolysinCognitivoAdamax
CategoriaCognitivoCognitivo
MecanismoO Cerebrolysin é um hidrolisado peptídico purificado derivado de cérebro suíno, composto por ~25% de peptídeos de baixo peso molecular (<10 kDa) e ~75% de aminoácidos livres, capaz de atravessar parcialmente a barreira hematoencefálica por transcitose mediada por receptores.O Adamax é um análogo estrutural do Semax (Met-Glu-His-Phe-Pro-Gly-Pro, fragmento ACTH 4-7) com adição de um grupo adamantano na porção N-terminal e amidação C-terminal, modificações que aumentam a lipofilia (logP estimado ~2,8 vs ~0,3 do Semax), a resistência à degradação por endopeptidases e dipeptidil peptidases, e a penetração na barreira hematoencefálica por difusão passiva aumentada.
Benefícios
  • Melhora cognitiva clinicamente mensurável (escalas ADAS-Cog, MMSE e CGI) em pacientes com Doença de Alzheimer leve a moderada, documentada em múltiplos RCTs europeus e asiáticos
  • Neuroproteção funcional e recuperação neurológica acelerada pós-AVC isquêmico agudo, com redução de déficit motor e afásico em ensaios clínicos de fase II/III (escala NIHSS e Rankin modificada)
  • Redução da taxa de conversão de Comprometimento Cognitivo Leve (CCL) para demência estabelecida em estudos de seguimento de 12–24 meses
  • Promoção de neurogênese hipocampal e melhora de memória episódica e de trabalho em modelos pré-clínicos de envelhecimento e neurotoxicidade
  • Efeito neuroprotetor em modelos de traumatismo cranioencefálico (TBI), com redução de edema cerebral, marcadores inflamatórios (IL-1β, TNF-α) e melhora funcional
  • Potencialização da expressão de BDNF hipocampal e cortical com melhora esperada de plasticidade sináptica e neurogênese adulta (baseado em dados de Semax e extrapolação estrutural)
  • Melhora de memória de trabalho, atenção seletiva e velocidade de processamento cognitivo (inferida de estudos clínicos com Semax em populações russas com déficits cognitivos)
  • Neuroproteção contra dano isquêmico focal com redução de volume de infarto e melhora de déficits neurológicos funcionais (modelos animais de oclusão da artéria cerebral média)
  • Maior potência e duração de ação teórica em relação ao Semax padrão devido à resistência enzimática conferida pelo grupo adamantano e amidação C-terminal
  • Possível modulação de humor e redução de ansiedade via sistema serotoninérgico (5-HT) e regulação do eixo HPA — efeito reportado com Semax em modelos de estresse crônico
Riscos
  • Reações no sítio de injeção (dor, eritema, edema local) — mais frequentes com administração IM ou SC do que com infusão IV lenta
  • Sintomas neurovegetativos transitórios como tontura, cefaleia, agitação e distúrbios do sono, especialmente nas primeiras infusões ou com doses elevadas (>20 mL/dia IV)
  • Náusea, desconforto gastrointestinal e anorexia transitória relatados em 3–8% dos participantes nos RCTs, geralmente autolimitados
  • Risco teórico de transmissão de agentes priônicos (encefalopatias espongiformes transmissíveis) pela origem suína — sem nenhum caso documentado clinicamente, mas relevante como preocupação regulatória em países com restrição ao produto
  • Qualidade metodológica heterogênea dos ensaios clínicos publicados (tamanho amostral reduzido, ausência de cegamento adequado, viés de publicação identificado em meta-análises Cochrane), limitando o nível de evidência para recomendação clínica ampla
  • Ausência total de dados clínicos humanos diretos para Adamax — toda evidência de eficácia e segurança é extrapolada de estudos com Semax ou de modelos animais, com validade translacional não confirmada
  • Risco de ativação excessiva dopaminérgica em indivíduos com histórico de transtornos de humor, psicose ou uso de estimulantes — cautela estrita recomendada
  • Reação local no sítio de injeção SC (eritema, hematoma, desconforto) — mais prevalente com injeção nasal: irritação de mucosa, epistaxe leve
  • Dados de segurança em uso crônico (>12 semanas), em populações especiais (gestantes, idosos, imunocomprometidos) e em interações medicamentosas são completamente ausentes
  • Possível dessensibilização de receptores MC4R com uso prolongado ou em doses elevadas — protocolo cíclico recomendado para mitigar taquifilaxia
Dose habitual20 mg500 mcg
FrequênciaDiárioDiário
ViaIntramuscularSubcutânea
Validade reconstituído7 dias14 dias

Qual escolher?

Cerebrolysin e Adamax compartilham o objetivo de cognitivo, mas diferem em mecanismo, perfil de dose e frequência. A escolha depende da resposta individual, da tolerância e do protocolo planejado. Use a tabela acima para pesar mecanismo, riscos e praticidade de administração. Para detalhes completos, consulte as páginas individuais de cada peptídeo.

Guia completoCerebrolysin →Guia completoAdamax →

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Comparação com finalidade educacional, baseada em literatura e protocolos de pesquisa. Não substitui orientação médica nem constitui recomendação de uso. Peptídeos de pesquisa não têm aprovação para uso humano.