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GHK-Cu vs B7-33

Comparação lado a lado de mecanismo, benefícios, riscos, dose, frequência e validade. Ambos são peptídeos da categoria recuperação.

Conteúdo educacional · Não é recomendação médica

Tripeptídeo cobre-dependente de ocorrência natural no plasma humano. Potente agente de regeneração tecidual, reparação de DNA e ativação de genes de longevidade. Já Análogo de cadeia única (apenas cadeia-B) da relaxina-2 humana e primeiro agonista funcionalmente seletivo ('biased') do receptor RXFP1; pesquisado como antifibrótico (coração, pulmão, rim, fígado). Desenvolvido pelos grupos Hossain/Bathgate/Samuel (Florey Institute / Monash).

Comparação lado a lado

CritérioRecuperaçãoGHK-CuRecuperaçãoB7-33
CategoriaRecuperaçãoRecuperação
MecanismoO GHK-Cu (glicil-L-histidil-L-lisina cúprico) é um tripeptídeo endógeno que forma um complexo de alta afinidade com o íon cobre Cu²⁺, atuando como modulador pleiotrópico da expressão gênica ao interagir com receptores de superfície celular e ativar vias de sinalização intracelular como PI3K/Akt, TGF-β e NF-κB de forma regulatória.O B7-33 é um peptídeo de cadeia única de 25 resíduos engenheirado a partir da cadeia-B da relaxina-2 (H2), dispensando a estrutura nativa de duas cadeias e três dissulfetos.
Benefícios
  • Aceleração significativa da cicatrização cutânea e reparação de tecidos danificados por queimaduras, cirurgias ou úlceras
  • Estimulação da síntese de colágeno tipo I e III e elastina por fibroblastos dérmicos, resultando em pele mais firme e espessa
  • Ativação de genes de longevidade e reversão de marcadores epigenéticos do envelhecimento celular
  • Promoção de angiogênese controlada e melhora da microcirculação local, acelerando nutrição tecidual
  • Efeito neuroprotetor documentado com potencial de proteção contra degeneração de nervos periféricos
  • Efeito antifibrótico demonstrado em modelos pré-clínicos de fibrose cardíaca e pulmonar (reversão de fibrose estabelecida) — via upregulation de MMP-2
  • Cardioproteção e redução de fibrose ventricular esquerda comparável a perindopril em modelo murino de cardiomiopatia por isoprenalina
  • Vasoproteção/vasodilatação endotelial replicando efeitos da serelaxina (modelos de artéria mesentérica e pré-eclâmpsia em ratos)
  • Redução de hipertrofia de cardiomiócitos e de inflamação ventricular em modelos animais
  • Agonista RXFP1 'biased' (pERK > cAMP) que, ao evitar a sinalização cAMP, não promoveu crescimento tumoral de próstata — vantagem teórica de segurança sobre a relaxina de duas cadeias
Riscos
  • Geralmente muito bem tolerado em doses fisiológicas (1–3 mg/dia SC)
  • relatos de desconforto, vermelhidão ou prurido transitório no local de injeção são os efeitos adversos mais comuns
  • Náuseas leves e cefaleia podem ocorrer em doses acima de 5 mg/dia, possivelmente relacionadas à mobilização de cobre sistêmico
  • Uso prolongado sem monitoramento pode levar ao acúmulo de cobre — recomenda-se exame de cobre sérico e ceruloplasmina a cada 8–12 semanas em uso contínuo
  • Pacientes com doença de Wilson ou outras disfunções no metabolismo do cobre devem evitar o uso sem supervisão médica rigorosa
  • EVIDÊNCIA EXCLUSIVAMENTE PRÉ-CLÍNICA (roedores) — não há ensaio clínico humano, sem PK, segurança ou eficácia humanas e sem dose aprovada
  • Meia-vida nativa muito curta (~6 min) limita o uso prático sem formulação (lipidação/nanopartículas em desenvolvimento)
  • Efeitos vasodilatadores da classe relaxina podem causar hipotensão — relevante em hipotensos ou em uso de anti-hipertensivos
  • A falha clínica da serelaxina (relaxina recombinante) na insuficiência cardíaca aguda (RELAX-AHF-2) tempera expectativas sobre o alvo RXFP1
  • O viés de sinalização reduz mas não elimina preocupações oncológicas teóricas de longo prazo em humanos (perfil desconhecido)
Dose habitual3 mg500 mcg
FrequênciaDiárioDiário
ViaSubcutâneaSubcutânea
Validade reconstituído60 dias28 dias

Qual escolher?

GHK-Cu e B7-33 compartilham o objetivo de recuperação, mas diferem em mecanismo, perfil de dose e frequência. A escolha depende da resposta individual, da tolerância e do protocolo planejado. Use a tabela acima para pesar mecanismo, riscos e praticidade de administração. Para detalhes completos, consulte as páginas individuais de cada peptídeo.

Guia completoGHK-Cu →Guia completoB7-33 →

Vai reconstituir um deles? Calcule a dose na seringa.

Comparação com finalidade educacional, baseada em literatura e protocolos de pesquisa. Não substitui orientação médica nem constitui recomendação de uso. Peptídeos de pesquisa não têm aprovação para uso humano.