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IGF-1 LR3 vs IGF-1 DES

Comparação lado a lado de mecanismo, benefícios, riscos, dose, frequência e validade. Ambos são peptídeos da categoria growth factor.

Conteúdo educacional · Não é recomendação médica

Fator de Crescimento semelhante à Insulina tipo 1, versão Long R3. Variante com meia-vida prolongada e maior potência que o IGF-1 nativo, com forte efeito anabólico. Já Variante truncada do IGF-1 (des(1-3)IGF-1). Versão sem os primeiros 3 aminoácidos, resultando em 10x mais potência que IGF-1 nativo por não se ligar a IGFBPs.

Comparação lado a lado

CritérioGrowth FactorIGF-1 LR3Growth FactorIGF-1 DES
CategoriaGrowth FactorGrowth Factor
MecanismoO IGF-1 LR3 é uma variante sintética do IGF-1 nativo com substituição de Arg por Glu na posição 3 e adição de uma extensão de 13 aminoácidos na região N-terminal, o que reduz drasticamente sua afinidade pelas proteínas de ligação IGFBPs (1 a 6), aumentando a fração livre circulante e a meia-vida plasmática para 20–30 horas (contra 12–15 minutos do IGF-1 nativo).O IGF-1 DES (des(1-3)IGF-1) é um fragmento natural truncado do IGF-1, resultante da remoção dos três primeiros aminoácidos da região N-terminal (Gly-Pro-Glu), o que elimina completamente sua afinidade pelas IGFBPs (proteínas de ligação ao IGF-1), tornando 100% da molécula biologicamente disponível no local de injeção sem sequestro proteico.
Benefícios
  • Hiperplasia muscular real via proliferação e diferenciação de células satélites miogênicas
  • Hipertrofia acelerada por ativação sustentada da via mTORC1 e síntese proteica elevada
  • Efeito anticatabólico potente — inibe apoptose celular via Akt/BAD e reduz proteólise muscular
  • Melhora significativa na recuperação pós-treino com redução de dano tecidual e inflamação local
  • Efeito shuttle de nutrientes — aumenta captação de glicose e aminoácidos pelo músculo esquelético
  • Potência 10x superior ao IGF-1 nativo na ativação do receptor IGF-1R por ausência total de ligação às IGFBPs
  • Ação estritamente localizada no músculo injetado — permite desenvolvimento assimétrico e foco em grupos musculares específicos deficientes
  • Hiperplasia muscular local intensa via ativação e proliferação de células satélites miogênicas no tecido-alvo
  • Recuperação acelerada de microlesões musculares com redução significativa do tempo entre sessões no músculo treinado
  • Efeito anabólico ultra-rápido com janela de ação concentrada na fase imediatamente pós-treino
Riscos
  • Hipoglicemia severa — o IGF-1 LR3 possui atividade insulinomimética relevante
  • injeções sem ingestão de carboidratos podem causar hipoglicemia sintomática grave (tontura, sudorese, perda de consciência)
  • Resistência à insulina com uso prolongado — downregulation de receptores insulínicos por competição com IGF-1R e hiperinsulinemia compensatória
  • Crescimento de tecidos indesejados — estimulação de IGF-1R em tecidos viscerais, cartilaginosos (acromegalia-like) e potencial de crescimento de órgãos com uso crônico
  • Risco oncológico teórico — IGF-1R é superexpresso em diversas neoplasias
  • Hipoglicemia aguda severa — apesar da ação localizada, doses acima de 50 mcg podem exercer efeito insulinomimético suficiente para causar hipoglicemia sintomática, especialmente em indivíduos com baixa glicemia basal
  • Crescimento tecidual local excessivo e assimétrico — uso prolongado pode resultar em hipertrofia desproporcional e alterações estéticas permanentes no local de aplicação
  • Risco oncológico teórico elevado — a potência aumentada de ativação do IGF-1R, receptor classicamente associado à proliferação tumoral, representa contraindicação absoluta em indivíduos com neoplasias ativas ou histórico familiar
  • Dificuldade de dosagem precisa — margem terapêutica estreita
  • pequenas variações de dose produzem respostas desporporcionais dado o coeficiente de potência aumentado
Dose habitual50 mcg50 mcg
FrequênciaDiárioDiário
ViaSubcutâneaSubcutânea
Validade reconstituído60 dias60 dias

Qual escolher?

IGF-1 LR3 e IGF-1 DES compartilham o objetivo de growth factor, mas diferem em mecanismo, perfil de dose e frequência. A escolha depende da resposta individual, da tolerância e do protocolo planejado. Use a tabela acima para pesar mecanismo, riscos e praticidade de administração. Para detalhes completos, consulte as páginas individuais de cada peptídeo.

Guia completoIGF-1 LR3 →Guia completoIGF-1 DES →

Vai reconstituir um deles? Calcule a dose na seringa.

Comparação com finalidade educacional, baseada em literatura e protocolos de pesquisa. Não substitui orientação médica nem constitui recomendação de uso. Peptídeos de pesquisa não têm aprovação para uso humano.