IGF-1 LR3
Fator de Crescimento semelhante à Insulina tipo 1, versão Long R3. Variante com meia-vida prolongada e maior potência que o IGF-1 nativo, com forte efeito anabólico.
Este guia compila literatura científica publicada, protocolos de pesquisa e experiências documentadas. Não substitui orientação médica profissional — use como ponto de partida para identificar fontes primárias. As referências estão na seção final de cada página.
Resumo rápido
Convenção: seringa de insulina U-100 — 1 mL = 100 UI
Frasco
1 mg
Dose comum
50 mcg
Frequência
Diário
Via
Subcutânea
Concentração
0,5 mg/mL
Validade reconst.
60 dias
Armazenamento
Refrigerar 2–8°C
Reconstituição e cálculo de dose
Os valores partem do que você informar — nada é prescrito
Diluente especial — ácido acético 0,6%
IGF-1 LR3 se mantém mais estável em ácido acético 0,6% do que em água bacteriostática. Reconstituição preferencial: adicione 1–2 mL de ácido acético 0,6% (disponível como suprimento para pesquisa) e gire suavemente. Após reconstituir com ácido acético, dilua a dose alvo em 0,5–1 mL de solução salina ou BAC water antes de injetar — o pH ácido aplicado diretamente causa dor e irritação local. Água bacteriostática pode ser usada como alternativa, porém reduz a estabilidade a longo prazo.
⚠ Aplicar diluído (não puro em ácido acético). IM ou SC conforme protocolo. SC abdominal é o mais comum.
Dados do frasco
Passos de reconstituição
- 1Higienize as mãos e a bancada; limpe a tampa do frasco com swab de álcool.
- 2Aspire 2 mL de ácido acético 0,6% com seringa estéril.
- 3Injete o ácido acético lentamente pela parede interna do frasco, sem mirar diretamente no pó.
- 4Gire o frasco suavemente até dissolver — nunca agite ou chacoalhe.
- 5Antes de injetar: dilua a dose em 0,5–1 mL de solução salina ou água bacteriostática para neutralizar o pH.
- 6Rotule com a data e guarde refrigerado (2–8°C).
Materiais necessários
- Frasco de IGF-1 LR3 (1 mg)
- Ácido acético 0,6% estéril (para reconstituição)
- Solução salina 0,9% ou BAC water (para diluir a dose antes de injetar)
- Seringa estéril (1–3 mL) para reconstituir
- Seringa de insulina U-100 para medir a dose
- Swabs de álcool 70%
- Recipiente para descarte de perfurocortantes
Como funciona
O IGF-1 LR3 é uma variante sintética do IGF-1 nativo com substituição de Arg por Glu na posição 3 e adição de uma extensão de 13 aminoácidos na região N-terminal, o que reduz drasticamente sua afinidade pelas proteínas de ligação IGFBPs (1 a 6), aumentando a fração livre circulante e a meia-vida plasmática para 20–30 horas (contra 12–15 minutos do IGF-1 nativo). Ao se ligar ao receptor tirosina-quinase IGF-1R, promove autofosforilação e ativação das vias PI3K/Akt/mTORC1 — responsáveis pela síntese proteica, hipertrofia e sobrevivência celular — e da cascata RAS/MAPK/ERK, que regula proliferação e diferenciação de células satélites miogênicas. A ativação sustentada dessas vias resulta em efeitos anabólicos sistêmicos prolongados, com potencial para hiperplasia muscular real (aumento do número de fibras) além da hipertrofia convencional.
Como costuma ser usado
Dose habitual
20–50 mcg/dia
Timing
Pós-treino
Ciclo
4–6 semanas com pausa
Combo ideal
HGH
›Consumir carboidratos imediatamente após a injeção para evitar hipoglicemia.
Protocolo de dosagem
Iniciante → Intermediário → Avançado
| Nível | Dose | Frequência | Via |
|---|---|---|---|
| Iniciante | 20–30 mcg | 1x/dia · pós-treino | SC |
| Intermediário | 40–50 mcg | 1x/dia · pós-treino | SC |
| Avançado | 50 mcg | 1x/dia · pós-treino ou dias alternados | SC |
Iniciante:Consumir carbs imediatamente após
Intermediário:Aplicar próximo ao músculo trabalhado
Avançado:Ciclos curtos obrigatórios — 4 semanas máx
›ATENÇÃO: monitorar glicemia — risco de hipoglicemia pós-injeção. Consumir carboidratos imediatamente após. Ciclos curtos são OBRIGATÓRIOS devido ao risco de resistência a insulina e hiperplasia.
Benefícios e riscos
Benefícios relatados
- Hiperplasia muscular real via proliferação e diferenciação de células satélites miogênicas
- Hipertrofia acelerada por ativação sustentada da via mTORC1 e síntese proteica elevada
- Efeito anticatabólico potente — inibe apoptose celular via Akt/BAD e reduz proteólise muscular
- Melhora significativa na recuperação pós-treino com redução de dano tecidual e inflamação local
- Efeito shuttle de nutrientes — aumenta captação de glicose e aminoácidos pelo músculo esquelético
- Melhora da composição corporal com redução relativa de gordura por estímulo à lipólise via IGF-1R em adipócitos
- Aumento do fullness muscular e vascularização por retenção intracelular de glicogênio e água
- Potencial neuroprotetor e regenerativo em tecido conjuntivo, cartilagem e ligamentos
Riscos e efeitos colaterais
- Hipoglicemia severa — o IGF-1 LR3 possui atividade insulinomimética relevante
- injeções sem ingestão de carboidratos podem causar hipoglicemia sintomática grave (tontura, sudorese, perda de consciência)
- Resistência à insulina com uso prolongado — downregulation de receptores insulínicos por competição com IGF-1R e hiperinsulinemia compensatória
- Crescimento de tecidos indesejados — estimulação de IGF-1R em tecidos viscerais, cartilaginosos (acromegalia-like) e potencial de crescimento de órgãos com uso crônico
- Risco oncológico teórico — IGF-1R é superexpresso em diversas neoplasias
- uso em indivíduos com histórico familiar de câncer é contraindicado
- Dor articular e edema periarticular por retenção hídrica e alteração do metabolismo do colágeno
- Supressão do eixo GH/IGF-1 endógeno com uso prolongado, levando a queda dos níveis basais após ciclo
- Dessensibilização dos receptores IGF-1R com uso contínuo acima de 6 semanas, reduzindo eficácia e justificando pausas obrigatórias
Linha do tempo esperada
Dias 1–5: Hipoglicemia pós-injeção perceptível, pump muscular aumentado e sensação de fullness — sinal de atividade imediata nos receptores → Sem 1–2: Melhora na recuperação entre sessões, redução de dor muscular tardia (DOMS), aumento de vascularização local → Sem 2–4: Ganhos de massa muscular perceptíveis, melhora na densidade e fullness muscular, possível retenção hídrica leve e ganho de força funcional → Sem 4–6: Pico de efeito anabólico com hiperplasia e hipertrofia combinadas, composição corporal visivelmente melhorada, recuperação acelerada mesmo em treinos de alta frequência → Off (2–4 sem após ciclo): Manutenção parcial dos ganhos de hiperplasia (permanentes), possível queda de fullness por normalização de IGF-1 endógeno — pausa obrigatória para restauração da sensibilidade dos receptores
Técnica de aplicação
Aplicação subcutânea: pince a pele do abdômen ou coxa, insira a agulha em ângulo de 45–90°, aspire/injete devagar e faça rodízio dos locais a cada aplicação.
Armazenamento
- Após reconstituir: refrigere a 2–8°C, protegido da luz.
- Use em até 60 dias após a reconstituição.
- Frasco lacrado (liofilizado): válido por cerca de 730 dias quando bem armazenado.
- Descarte se a solução estiver turva, com partículas ou alterar de cor.
Notas importantes
Combinações
Combinações populares
- GH (Hormônio do Crescimento) (sinergia direta — GH estimula produção hepática de IGF-1 endógeno enquanto o LR3 prolonga e amplifica a sinalização IGF-1R, potencializando hipertrofia e lipólise)
- BPC-157 (efeito regenerativo sinérgico em tecido conjuntivo, tendões e ligamentos, reduzindo risco de lesões em fases de ganho acelerado de massa)
- GHRP-2 ou Ipamorelin + CJC-1295 (estimulação pulsátil de GH endógeno complementa a ação do IGF-1 LR3, criando ambiente anabólico completo com menor supressão do eixo hipotalâmico)
- Testosterona ou compostos anabólicos androgênicos (andrógenos upregulam receptores IGF-1R e aumentam sensibilidade tecidual, potencializando a hiperplasia induzida pelo LR3)
- TB-500 / Thymosin Beta-4 (acelera recuperação de microlesões musculares e melhora angiogênese local, complementando o efeito regenerativo do IGF-1 LR3 em ciclos intensos)
Suplementos complementares
- Creatina monoidratada, Whey protein isolado, Magnésio quelato, Vitamina D3 + K2, Ácidos graxos ômega-3, Glicose de absorção rápida (dextrose ou maltodextrina pós-injeção)
Relacionados
Referências
- 1Stremming J, et al. Sheep recombinant IGF-1 promotes organ-specific growth in fetal sheep. Front Physiol. 2022. DOI ↗
- 2Jonker SS, et al. Coronary vascular growth matches IGF-1-stimulated cardiac growth in fetal sheep. FASEB J. 2020. DOI ↗
- 3Stremming J, et al. IGF-1 infusion to fetal sheep increases organ growth but not by stimulating nutrient transfer to the fetus. Am J Physiol Endocrinol Metab. 2021. DOI ↗
- 4Clark AR, et al. Provisional Treatment of Volumetric Muscle Loss With Insulin-like Growth Factor 1 Releasing Muscle Void Fillers. J Surg Res. 2025. DOI ↗
- 5Oliver WT, et al. The local expression and abundance of insulin-like growth factor (IGF) binding proteins in skeletal muscle are regulated by age and gender but not local IGF-I in vivo. Endocrinology. 2005. DOI ↗
- Buscar mais artigos no PubMed ↗
Artigos obtidos do PubMed (NCBI). Os links levam ao DOI ou à ficha no PubMed.
Monte e acompanhe seu protocolo no Arcana
Estoque, validade, agenda de doses e lembretes — tudo num app só.
Conhecer o Arcana →